Uma semana de férias em Almograve!
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Estampas do Eucalol
Uma semana de férias em Almograve!
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vousercomoatoupeira
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Marcadores: Almograve, Cabo Sardão, Odemira, Xangai
Sábado, 30 de Maio de 2009
O desinteresse Superior da Criança?

"Factos provados:
Na sentença sob recurso deram-se por provados os seguintes factos:
a) A menor nasceu a 3 de Abril de 2003 na freguesia de S. João do Souto, em Braga e é filha de H. T., de nacionalidade ucraniana e N. Z., cidadã russa.
b) A progenitora nunca teve residência fixa em Portugal, vivendo ora em casa de conhecidos, normalmente também emigrantes, ora em quartos arrendados e a maior parte das vezes sem quaisquer condições mínimas de higiene e salubridade.
c) A progenitora residiu em Viseu, Faro e Braga, local onde permaneceu mais tempo.
d) Nunca exerceu qualquer actividade profissional, com carácter de regularidade.
e) A progenitora após encetar o relacionamento com o pai da menor, decidiu permanecer em Portugal e engravidou.
f) Nunca trabalhou enquanto se manteve ligada ao pai da menor.
g) Viveram juntos cerca de dois anos.
h) O progenitor da menor também não desenvolveu com regularidade a sua actividade profissional neste país, tendo o vício do jogo.
i) Os progenitores separaram-se quando o menor tinha 15 meses, agravando-se as dificuldades económicas da progenitora, sendo que o pai da Alexandra nunca garantiu o seu sustento.
j) Por intermédio de uns amigos, a menor foi entregue a Maria F. e o seu marido J. Manuel em Novembro de 2005, pelo progenitora por esta considerar não ter condições habitacionais e não ter emprego certo.
k) A menor apresentava sinais de desnutrição e de evidente negligência de cuidados ao nível da alimentação, higiene e saúde.
l) Pela primeira vez, a menor beneficiou de cuidados médicos regulares e de alimentação apropriada.
m) O progenitor, apesar de informado de tal circunstância, continuou a não manter contacto regular com a menor, nem a colaborar monetariamente para o seu sustento.
n) A mãe da menor visitava com alguma regularidade a menor, mantendo um bom relacionamento com a família que tinha a criança aos seus cuidados, contactando-os quando pretendia estar com o filho, ao que estes acediam; nessas alturas a menor passava algum período de tempo com a mãe ou na residência daquela ou na própria residência do casal Maria F. e marido.
o) Nessas visitas a mãe da menor, por vezes, surgia alcoolizada e acompanhada por elementos do sexo masculino.
p) A progenitora manteve neste período, pelo menos, outro relacionamento amoroso.
q) Também nunca contribuiu para o sustento da menor, nem tal lhe foi exigido pela Maria F.
r) Em face dos crescentes receios, problemas e constrangimentos que a progenitora originava no decurso das visitas foi comunicada a situação à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Barcelos.
s) Em Fevereiro/Março de 2007 ano foi aplicada pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Barcelos uma medida de promoção e protecção de confiança a pessoa idónea, designadamente à referida Maria F., com o consentimento dos progenitores da menor.
t) Entretanto, à progenitora foi aplicada, no âmbito de um processo administrativo, a decisão de expulsão do território nacional, tendo sido notificada da mesma no dia 22 de Março de 2006.
u) Não tendo cumprido tal decisão foi detida, e manifestou o desejo de voltar para o seu país de origem, pretendendo que a sua filha a acompanhasse, pelo que foi determinado por decisão judicial que a mesma fosse conduzida para a Unidade Habitacional de St° António, no Porto, juntamente com a filha menor, com vista ao afastamento de ambas para o Rússia.
v) No cumprimento de tal decisão os serviços do SEF retiraram a menor da residência dos aludidos Maria F. e marido.
w) Os progenitores residiam em Portugal há cerca de cinco anos, mas nunca tinham procurado regularizar a sua situação, nem a da menor.
x) Remetido o processo de promoção e protecção a tribunal, foi decidido aplicar uma medida provisória de confiança da menor a Maria F. e marido e fixadas visitas à mãe da menor.
y) Na sequência a progenitora foi restituída à liberdade, ficando o processo de expulsão suspenso até que fosse tomada uma decisão relativamente à guarda da menor.
z) Apesar dos esforços dos Serviços Sociais que funcionam junto da Unidade Habitacional do Porto nenhuma instituição de solidariedade social sita em Braga se mostrou receptiva a acolher a mãe da menor, muito devido à exposição mediática do caso nos meios de comunicação social e a imagem extremamente negativa e desvirtuada da progenitora que foi veiculada nessa altura.
aa) Apenas a Caritas lhe prestou e presta assistência ao nível alimentar.
ab) Tal exposição negativa veio reforçar o desejo da progenitora em regressar à Rússia.
ac) Desde então a progenitora não procurou arranjar trabalho e tem mudado frequentemente de residência, tendo inclusive estado a residir cerca de 15 dias na residência da família que acolheu a menor.
ad) Maria F. e marido ofereceram-lhe uma ocupação, o que a progenitora rejeitou.
ae) A progenitora iniciou novo relacionamento amoroso, ao qual não pretende dar continuidade.
af) Para além do apoio da Caritas, tem beneficiado do apoio do Embaixada Russa após a comunicação da situação àquela entidade no âmbito deste processo.
ag) Na Rússia a progenitora tem os seus pais, um irmão e uma outra filha, actualmente com 14 anos, com quem vem contactando, sobretudo depois de se ter iniciado este processo.
ah) Esta família goza de boas condições materiais e disponibilizou-se para acolher a mãe e a Alexandra.
ai) A progenitora verbalizou, contudo, pretender reunir condições para viver sozinha e cuidar das filhas.
aj) Quando a progenitora se deslocou para Portugal veio em férias e não por razões económicas.
ak) Antes de sair do seu país de origem a progenitora já não vivia com os pais e nunca teve a filha mais velha a seu cargo.
al) São estes que desde sempre cuidam da irmã da menor Alexandra, sendo que quando ainda vivia naquele país a mãe apenas a visitava ao fim de semana.
am) Ainda na Rússia, a progenitora teve vários relacionamentos amorosos, sendo divorciada.
an) Recentemente a progenitora, encontrando-se alcoolizada, foi encontrada em cima de um autocarro, tendo sido necessário solicitar a presença da PSP e o auxílio dos bombeiros e após ter sido retirada daquele local e se mostrar agressiva foi conduzida à Unidade de Psiquiatria do Hospital de S. Marcos, tendo sido transferida para a Casa de Saúde, na qual ficou internada, mas não aceitou manter o internamento e saiu contra parecer médico na manhã seguinte.
ao) Actualmente, a menor encontra-se bem de saúde e com desenvolvimento normal para a sua idade, mas vem necessitando de acompanhamento psicoterapêutico.
ap) A menor mantém um relacionamento afectivo forte com o casal que o acolheu, o quem chama “mãe” e “pai’.
aq) A menor mantém também um vínculo afectivo com os progenitores e reconhece-os como tal.
ar) A menor sabe que tem uma família na Rússia, mas não fala e não entende a língua russa, comunicando com os progenitores em português.
as) A menor tem a nacionalidade ucraniana e russa, esta obtida apenas em Junho de 2007, com autorização do progenitor e após ter sido proferida decisão provisória neste processo.
at) Quando questionada, a menor verbaliza que não quer ir com a mãe para a Rússia, o que a progenitora desvaloriza.
au) Em virtude das constantes mudanças de residência da progenitora e de esta continuar a não proporcionar um ambiente saudável para a realização das visitas, entrando constantemente em conflito com a família de acolhimento, e por indicação do psicóloga que vem acompanhando a menor, foi determinado que as visitas da mãe ocorressem quinzenalmente e de forma supervisionada.
av) Antes das visitas serem supervisionados o menor deixava transparecer sentimentos negativos relativamente à mãe, mostrando receio da mesma e relatava episódios de agressividade física e verbal da mãe para consigo.
aw) O relacionamento com a mãe e a imagem que tem da progenitora melhoraram significativamente após a realização dessas visitas supervisionadas.
ax) A menor tem uma boa imagem do pai, de quem gosta e tem saudades, apesar deste se encontrar ausente por longos períodos.
ay) A menor está consciente da problemática que a envolve e vem acusando a pressão a que se encontra sujeita, mostrando-se dividida entre a mãe e a família que a acolhe.
az) Contudo, a sua figura de referência e de suporte emocional é Maria F.
ba) Esta não trabalha, ocupando-se dos trabalhos domésticos e da menor.
bb) A menor frequenta um jardim de infância, no qual se encontra bem integrada.
bc) Maria F. e marido encontram-se bem inseridos social e profissionalmente e gozam de boas condições materiais para cuidar da menor.
bd) Têm-se mostrado cuidadosos e preocupados com o desenvolvimento educacional da menor, embora nem sempre tenham conseguido assegurar um relacionamento saudável entre a progenitora e a menor.
be) Pretendem e continuam disponíveis para cuidar da menor e assegurar o seu bem estar, bem como a colaborar com a progenitora nesse sentido.
***"
Acordão do Tribunal da Relação de Guimarães
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vousercomoatoupeira
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Marcadores: Caso Alexandra, o interesse superior da criança, Rússia, tribunais
Aprender com os erros!

"Sempre entendi que as políticas económicas, fiscais e monetárias insustentáveis e levianas, empreendidas, entre outros, pelos países acima referidos iriam conduzir inevitàvelmente a uma recessão cujas causas são equiparáveis às que originaram a Grande Depressão nos Estados Unidos e no resto do mundo nos anos trinta.
Se nos dermos ao cuidado de consultar as publicações da época, fàcilmente concluímos que os vírus que contaminavam as economias dos anos vinte são essencialmente os mesmos que a partir dos anos oitenta passaram a infestar as economias dos países mais influentes do mundo.
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vousercomoatoupeira
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Marcadores: EUA, Grande Depressão
Sábado, 23 de Maio de 2009
UM FUTURO COM SUCESSO!



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vousercomoatoupeira
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Sábado, 18 de Abril de 2009
MORDAÇA!
Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.
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vousercomoatoupeira
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Marcadores: José Socrates, João Miguel Tavares
Sr. Engenheiro!

Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
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vousercomoatoupeira
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Marcadores: Sr. Engenheiro, Xutos e Pontapés
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009
O Sr. Comendador Américo Amorim!

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vousercomoatoupeira
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Marcadores: Américo Amorim





